6 dicas para começar a investir mesmo na quarentena

Por Nathalie Segin

O ano de 2020 chegou e trouxe com ele um novo cenário mundial que despertou medo e insegurança. Os cuidados com a saúde nunca foram tão necessários e agora a adaptação à um novo estilo de vida faz parte do dia-a-dia. Grandes economias despencando do dia para noite, a bolsa de valores poucas vezes teve uma queda tão drástica neste milênio e as dúvidas sobre o que fazer com o dinheiro já investido ou que vai entrar não param de surgir.  

 Em meio a esta realidade, é muito difícil decidir o que fazer com seu dinheiro, uma vez que, as coisas mudam drasticamente. E segundo a economia comportamental, os movimentos realizados em momentos de crise são mais guiados pela emoção do que pela razão. Muitas dessas decisões são tomadas como uma “movimentação manada” que leva o indivíduo a tomar uma atitude quando é impactado por um cenário negativo. 

Lidar com dinheiro e aplicações não é uma tarefa fácil, abaixo listamos algumas dicas úteis que podem te ajudar a fazer escolhas nesse momento:  

1. Observe sua Reserva de Emergência  

Reserva de emergência é um valor importante que se guarda para momentos de necessidades e imprevistos que possam acontecer. Segundo especialistas, ela deve ter o valor equivalente a três ou até seis meses do salário para que o trabalhador consiga manter seu padrão de vida por um tempo.  

Contudo, com o cenário atual, é mais recomendado estender essa segurança por um período maior, entre seis e doze meses do orçamento, pois deve considerar a dificuldade de se realocar no mercado.  

Essa reserva deve ser aplicada em investimentos mais conservadores, isso é, com risco reduzido e alta liquidez. As melhores opções neste momento são os Títulos do Tesouro Selic, Fundo DI ou CDI. 

2. Invista em possíveis oportunidades  

Se possuí dinheiro o suficiente para implementar sua reserva de segurança e também para investir, ou então, se o passo anterior não se encaixa no seu perfil, é possível usar o cenário atual para adquirir ações e fundos de títulos imobiliários, pois agora estão mais baratos. Vale ressaltar que esse tipo de investimento oscila muito, caso prefira evitar tamanho risco, a compra de cotas e fundos de ações é adequada pois as decisões são tomadas por gestores experientes.  

Outra opção é investir em bens móveis como carros, máquinas e equipamentos. Com a crise, pessoas que não têm reservas tendem a vender bens para pagar suas contas. É uma boa oportunidade para quem têm dinheiro em mãos de adquirir um produto com menor preço e depois vendê-lo com um valor maior. Contudo, essa prática demanda paciência, pois é preciso esperar que a economia se estabilize primeiro se quiser obter um lucro relevante.  

Caso possua uma cota de consórcio ativa, o dinheiro extra pode ser uma oportunidade para ofertar lances mais baixos, pois as ofertas de lance tendem a cair. Se for contemplado, poderá liberar carta de crédito e comprar automóveis ou imóveis com valores mais acessíveis, em um momento de baixa.  

3. Diversifique seus investimentos  

Com a queda de juros que estávamos vivendo antes da pandemia, as pessoas estavam trocando aplicações mais conservadoras (Tesouro Selic e Fundos DI) por outras mais arriscadas como fundos imobiliários e ações, pois acreditavam que teriam um melhor retorno.  

Contudo, escolher o investimento apenas pela rentabilidade não é o mais adequado mas, sim, diversificar mantendo sempre uma reserva de dinheiro guardado em aplicações em que é possível saque de uso imediato, mesmo que tenham uma rentabilidade menor.  

4. Observe a liquidez dos investimentos  

No momento em que vivemos, é necessária uma garantia de que suas aplicações podem ser transformadas em dinheiro vivo para pagar seus gastos nos próximos meses, contudo, alguns fundos de ações exigem de 30 a 60 dias para o resgate. Esse tipo de aplicação só deve ser feita se sua reserva de emergência estiver garantida.  

5. Tome as decisões pensando nos seus objetivos de curto, médio e longo prazo.  

As decisões de investimento devem refletir os sonhos e metas, por isso, cada aplicação deve ser estudada para garantir que seus objetivos sejam atingidos e não atrasados por ela.  

6. Não tenha medo do mercado financeiro, mas sempre desconfie de soluções mágicas. 

O sistema financeiro brasileiro é sólido, por tanto, medidas irracionais pautadas no desespero, como retirar suas economias do banco e guardá-las em casa, não devem ser tomadas. Mas todo o cuidado é pouco, nesses momentos podem aparecer oportunistas oferecendo dinheiro rápido ou aplicações com alto retorno. Não existem receitas de bolo milagrosas, o cenário atual é incerto e por este motivo nenhuma promessa pode ser feita com certeza.  

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