Coronavírus:
os impactos da pandemia

Por Andrey Nunes

 

Atualmente, o mundo está passando pela maior pandemia do século. O problema do coronavírus, que teve início no final de dezembro de 2019, está afetando todos os setores de todos os países. A COVID-19 já afeta 210 Estados, com mais 2 milhões e meio de casos confirmados e 193 mil mortes provocadas pelo vírus até o momento.

Por se tratar de uma pandemia repentina e severa, o mundo está sofrendo enormes impactos provocados pela COVID-19. Países como Itália e Estados Unidos, precisaram adotar medidas extremas, como o isolamento horizontal, para impedir o avanço do vírus, mudando drasticamente a vida de todos. Além de alterar a rotina das pessoas, essa situação também provocou um grande choque no mercado internacional.

No início da pandemia, o mercado acionário dos Estados Unidos despencou 20% em menos de duas semanas, sendo o maior declínio desse tipo na história. Por conta disso, muitos analistas afirmam que o mundo pode esperar uma grande recessão global que deve se estender até 2021, pois o abalo da COVID-19 na economia está mais rápido e mais grave do que na crise financeira de 2008.

Já na China, o governo divulgou uma queda de 6,8% em seu PIB no primeiro trimestre do ano em comparação ao mesmo período de 2019. Além disso, as exportações chinesas também sofreram com uma diminuição de 17,2%, comparado aos dois primeiros meses do ano passado. Por conta disso, Estados e empresas que possuem o gigante asiático como parceiro comercial também podem sofrer com o enfraquecimento da economia chinesa.

O Brasil, por exemplo, possui um grande laço comercial com a China, em que 28,1% dos produtos brasileiros exportados – como soja e minério de ferro – foram diretamente para o mercado chinês em 2019. Portanto, caso a demanda chinesa por esses bens seja reduzida devido ao coronavírus, o prejuízo para as exportações do Brasil pode ser devastador.

Além dos impactos provocados na economia, a política internacional também está bastante abalada pela COVID-19. Enfrentar essa pandemia está sendo um enorme desafio para os líderes mundiais. O governo do presidente Donald Trump nos Estados Unidos, país com o maior número de casos de COVID-19 e maior número de mortes – mais de 910 mil e 50 mil, respectivamente -, além de estar enfrentando grandes problemas, como superlotação de hospitais, está sendo acusado, pela França e pela Alemanha, de desviar carregamentos de máscaras e de respiradores que passavam por aeroportos americanos a caminho do continente europeu. O próprio presidente Trump explicou a situação, afirmando que não quer que outros países consigam máscaras, adotando um posicionamento de competição, indo contra a maior parte dos países que adotaram a cooperação.

Além disso, no mês passado, o coronavírus provocou o fechamento de fronteiras na Europa. O Espaço Schengen, zona de livre circulação de pessoas, formada por 26 Estados, a maioria membros da União Europeia, adotou essa medida drástica para conter a propagação da pandemia. Essa zona de integração sempre recebeu críticas de países que são governados por políticos que adotam posicionamentos extremos e, por conta desse fechamento geral, discursos contra o Espaço Schengen e a União Europeia ressurgiram.

No Brasil, todos os membros dos setores políticos estão trabalhando em conjunto para conter o avanço dos casos de coronavírus. Até o momento, o país tem mais de 52 mil casos e quase 4 mil mortes. Esses números, infelizmente, estão crescendo com o passar dos dias e evidenciam que essa situação está longe de acabar.

Entretanto, há boas notícias. O Vietnã, por exemplo, está tendo bons resultados com o combate ao coronavírus. Em um país com quase 100 milhões de habitantes, nenhuma morte provocada pela COVID-19 foi relatada e menos de 300 casos de contaminação foram confirmados. A abordagem do país contra a pandemia foi bastante elogiada pela Organização Mundial de Saúde por ter sido bastante rápida e eficaz. Além disso, a Itália registrou, pela primeira vez desde o início da pandemia, mais pacientes curados do que novos casos de coronavírus em 24 horas. Apesar de o número de mortos no país ainda estar alto, o número de doentes está caindo com o passar dos dias, o que evidencia a lenta melhora do quadro.

O coronavírus está sendo um grande desafio para todos no mundo. Líderes mundiais e sociedades estão trabalhando em conjunto para superar essa pandemia o mais rápido possível. Apesar de alguns dados evidenciarem que essa situação vai perdurar por mais algum tempo, é necessário ter otimismo e esperança para enfrentar os problemas que surgem. Somente seguindo as medidas propostas pelos profissionais de saúde que vamos conseguir resolver vencer essa luta. Portanto, fiquem seguros. Fiquem em casa.

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