As Mulheres nas Relações Internacionais

Por Ana Ritter

     Muitas pessoas consideram o 8 de Março apenas uma data de homenagens às mulheres, mas, diferentemente de outros dias comemorativos, ela não foi criada pelo comércio  e tem raízes históricas mais profundas e sérias. Oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, o chamado Dia Internacional da Mulher é comemorado desde o início do século 20.

     A homenagem ocorre por conta da luta de igualdade de gênero, tanto em questões políticas, sociais e econômicas. As relações de gênero, presente em todas as culturas humanas, determinam papéis considerados masculinos e femininos perante a sociedade. Essas relações criam estereótipos que dificultam, quando não impedem, que certas barreiras sejam tratadas por homens e mulheres.  A luta feminina pela equidade de gênero, iniciada com a demanda por cidadania política, passando por sua representação nas esferas  de tomada de decisão, até direitos sobre seu próprio corpo, trouxe desequilíbrio às discrepâncias existentes em sua representação e as dificuldades encontradas na sublimação desses estereótipos.

     Nesse contexto, essas atitudes não apenas exercem influência sobre sua vida particular e pública, como também extrapolam seus domínios até o âmbito internacional, não apenas pelo papel que atores internacionais tendem a desempenhar nessa busca, mas pela própria problematização do tema dentro das agendas de discussão no âmbito internacional. As construções de gênero no trabalho exercem papel flagrante no âmbito da carreira diplomática, uma vez que as mulheres se vêem em posição conflituosa em relação à sua carreira profissional e sua instituição familiar, coisa que não acontece, ou pelo menos acontece em menor grau, no caso dos homens. Fica evidente, dentro da carreira exterior, a incompatibilidade dos papéis femininos tradicionais com o desenvolvimento profissional dessas mulheres.

     Constata-se que, apesar das mudanças introduzidas nos exames de admissão com o intuito de democratizar o acesso geral à carreira democrática, estas não foram suficientes para que houvesse um aumento significativo na porcentagem de mulheres aprovadas. Ao contrário das expectativas de que um equilíbrio natural fosse se delineando com o passar dos anos, na prática verifica-se que o percentual de aprovadas mantém-se mais ou menos constante já há duas décadas.

     Portanto, é nítida a contínua luta da inserção da mulher no mercado de trabalho, em tomadas individuais sobre decisões pessoais. Acredito que é uma luta que ainda irá percorrer muitos anos, apesar de já terem conseguido o seu espaço, a igualdade ainda não é vista explicitamente, há países que têm uma maior aceitação e outros não. No Brasil,  o espaço de atuação das mulheres seja protegido pela Constituição de 1988, como também por diversas ações afirmativas incentivadas pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e constantes no Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, ainda assim verifica-se uma inserção tímida de mulheres em carreiras consideradas masculinas, ou em posição de poder, também identificadas como esfera natural de atuação masculina.

Feliz dia internacional da mulher!

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